Com comércio eletrônico em ascensão, transformação digital tem sido prioridade, assim como cibersegurança

O comportamento dos consumidores mudou com a pandemia e as medidas de isolamento impostas em diferentes países do mundo. Nesse contexto de trabalho remoto e isolamento social as empresas também precisaram adaptar as próprias operações por segurança aos funcionários, bem como para dar continuidade nos negócios e atender o novo formato de demanda dos clientes. Por isso, com o comércio eletrônico em ascensão, a transformação digital tem sido prioridade para as empresas de serviços, segundo relatório da Forter.

Mudança de comportamento

Uma das percepções sobre o relatório, destacada pela publicação, é a migração para operações digitais. As operações físicas mudaram on-line – alimentos e bebidas registraram 6,5 vezes a taxa média de crescimento em maio. Novas contas on-line compõem 15-25% das compras dos consumidores, acima de 5-7% antes da Covid-19.

Além disso, vestuário, acessórios e beleza cresceram duas vezes a quantidade média, e o setor de móveis e jardim registraram um aumento de 20%. O relatório conclui que, devido a essas novas contas on-line, também houve um aumento nos estornos de serviço.

Com essa crescente demanda, muitos hackers podem tirar proveito do medo do consumidor e das vulnerabilidades resultantes de novas ofertas. Muitas pessoas que abriram essas novas contas receberam promoções, e isso resultou em abusos, muitas vezes com os consumidores criando várias contas para aproveitar as ofertas.

De acordo com o relatório, no mês de maio, as tentativas de aquisição de contas (ATO) aumentaram 179%. Além disso, o conluio – no qual os hackers colaboram para aumentar a popularidade um do outro – saltou 54% em maio.

No entanto, os abusos de devolução, nos quais os consumidores exploram as políticas de devolução, caíram 22% durante esse período – provavelmente o resultado do medo de retornar às lojas físicas. O relatório também mostra um grande aumento (236%) nas compras de supermercado e entregas em maio.

Fonte: CIO